30 de ago. de 2011

A Deputada flagrada no mensalão é absolvida - e nós com isso?

Hoje, dia 30/08/2011, presenciamos mais uma vez o Congresso Nacional sendo conivente com os corruptos e aplicando a lei que favorece a grande parte da Câmara que é a lei da impunidade, da falta de respeito aos brasileiros e da livre corrupção que já está estatizada há muitos anos. A Deputada Federal Jaqueline Roriz, que foi flagrada recebendo propina de Durval Barbosa, foi absolvida pelos 265 deputados que votaram a favor contra os 166 que mantiveram o decoro parlamentar e votaram contrário. É impressionante como um caso como o da Jaqueline Roriz passe impune no Congresso Nacional e que tenha apoio total do próprio presidente da Câmara. A sessão foi através de voto secreto para que não houvesse um constrangimento por parte dos deputados em votar a favor dessa "vergonha nacional".


Veja nos videos abaixo a trajetória da Deputada Federal Jaqueline Roriz.


*Promessa de campanha de Jaqueline Roriz


Clipe Motivacional de Jaqueline Roriz


O video que flagra a deputada recebendo propina

18 de ago. de 2011

Seis meses no Senado garantem plano de saúde familiar vitalício

A seguir uma reportagem publicada no Jornal Estado de São Paulo sobre planos de saúde dos Senadores. Como tratamos aqui sobre questões ligadas à Cidadania, Justiça e Reino, o que você acha sobre esse assunto. É justo, não é justo, temos que nos manisfestar?


Eugênia Lopes e Rosa Costa, de O Estado de S. Paulo
Os 310 ex-senadores e seus familiares pensionistas custam pelo menos R$ 9 milhões por ano, cerca de R$ 32 mil por parlamentar aposentado. Detalhe: para se tornar um ex-senador e ter direito a usar pelo resto da vida o sistema de saúde bancado pelos cofres públicos é preciso ocupar o cargo por apenas seis meses. Antes de 1995, a mordomia era ainda maior: bastava ter ficado na suplência por apenas um dia.

No total, os 81 senadores da ativa e os 310 ex-senadores e seus pensionistas usufruem de um sistema privilegiado de saúde que consome cerca de R$ 17 milhões por ano. Os parlamentares da ativa e seus familiares não têm limite de despesas com saúde: em 2008, gastaram cerca de R$ 7 milhões - R$ 80 mil por senador.

No ano passado, os gastos globais do Senado com saúde para parlamentares e servidores foram de R$ 70 milhões. O Senado não divulga, no entanto, o valor dessas despesas apenas com senadores. O diretor-geral, Alexandre Gazineo, alega que precisa de "tempo" para obter esses dados.

O Estado apurou que, em 2008, o Senado gastou cerca de R$ 53 milhões com a saúde de 18 mil servidores efetivos e comissionados, entre ativos e inativos. Ao contrário dos senadores, que não descontam um tostão para ter todas as despesas de saúde pagas, os servidores em atividade e inativos têm descontados, em média, R$ 260 por mês. O custo de cada servidor ao ano é de cerca de R$ 3 mil.

Para este ano, a previsão feita no Orçamento estabeleceu R$ 61 milhões para arcar com a saúde dos senadores e servidores. Na quinta-feira, o Senado anunciou contingenciamento de R$ 25 milhões nas despesas médicas e odontológicas. Ou seja: o orçamento de 2009 deverá ficar em R$ 36 milhões. A área técnica do Senado está convicta de que o corte recairá integralmente sobre a saúde dos servidores. Os senadores continuarão com as despesas ilimitadas.

Técnicos começaram a fazer estudo para compensar o corte no orçamento deste ano no plano de saúde dos servidores. Uma das hipóteses é aumentar a contribuição dos funcionários. Atualmente, existem 262 servidores e funcionários comissionados em tratamento de câncer à custa do Senado. Diante do anúncio de contingenciamento, 18 famílias procuraram a direção do Senado nas últimas 24 horas para saber se serão atingidas com o corte de gastos.

1 de ago. de 2011

Prefeitura faz pouco caso do Abaixo-Assinado realizado pela PIB Recreio

No ano de 2009 realizamos em nossa igreja, juntamente com o CASACAP e moradores da Estrada do Cascalho, um abaixo-assinado que reuniu mais de 1.500 assinaturas. Esse abaixo-assinado reivindicava melhorias na Estrada do Cascalho, a rua onde está situado o CASACAP. É de conhecimento das pessoas que moram na região que toda vez que chove o acesso se torna extremamente difícil para quem transita de carro, e muito perigoso para quem tenta andar a pé. Pensando nisso, nos unimos a essa causa e realizamos um abaixo-assinado coletando uma boa quantidade de assinaturas. (relembre o abaixo-assinado)



O CASACAP tem se tornado a cada dia referência na região de ajuda social e de cidadania. No entanto, a falta de saneamento e dificuldades em dias de chuvas, tem atrapalhado e muito a vida dos valorosos voluntários que doam parte de seu tempo para atender a população carente. Seja com apoio psicológico, médico, odontológico, jurídico, enfim, são tantos benefícios gerados pelo Centro Social que era de se esperar que o pedido feito a Prefeitura não seria tão difícil de ser atendido. O abaixo-assinado foi devidamente protocolado no Gabinete do Prefeito Eduardo Paes no dia 06/05/2010. (veja o protocolo)
Por volta do dia 20/05/2010, entrei em contato com a Ouvidoria da Prefeitura para saber informações do protocolo e recebemos a seguinte mensagem por email:

A Ouvidoria local informou que o processo com o abaixo-assinado foi enviado para a Subprefeitura aos cuidados do Subprefeito TIAGO MORAMED MONTEIRO que não se manifestou em nenhum momento até os dias de hoje. A segunda mensagem recebida da Ouvidoria foi a seguinte:

No dia 28/05/2010 o email foi respondido a Subprefeitura com todas as informações relativas ao abaixo-assinado e sobre a importância do pedido feito ao Prefeito Eduardo Paes. No dia 15/07/2010, estive pessoalmente na Subprefeitura da Barra, em reunião com o Administrador Regional LEANDRO MARQUES, que gentilmente me recebeu e ficou de verificar as possibilidades de realizar as obras. Após alguns meses, fui informado que a colocação da manilhas e asfaltamento de cerca de 500 metros de rua custaria em torno de R$ 5,5 milhões (caro demais) e que a Prefeitura não teria esse recurso para aplicar na região. 

Foram trocados diversos emails, inclusive com um convite para que os representantes da Subprefeitura fosse em nossa igreja explicar o porquê de não se fazer uma obra que beneficiaria a diversas comunidades do local. Não obtivemos qualquer resultado.

Na semana passada, fui até a Subprefeitura para rever o processo e para minha surpresa a atendente informou que o pedido do abaixo-assinado não havia chegado na Subprefeitura, e que, até então o pedido não havia tramitado na Prefeitura o que significa dizer que o abaixo-assinado não se transformou em processo. Continuo tentando juntamente com a atendente localizar o documento na Subprefeitura da Barra, tarefa que se tornou árdua e decepcionante. A única certeza que tenho no momento é que nada foi feito, e sequer analisado. Para a Prefeitura o abaixo-assinado realizado pela PIB Recreio não existe.

Nos próximos dias vamos submeter novo pedido ao Prefeito Eduardo Paes cobrando dele um posicionamento formal do que realmente será feito no local, para que possamos dar uma resposta à Igreja, ao CASACAP e a todos os moradores que já estão nessa luta há pelo menos 12 anos. 

Vamos continuar lutando, vamos continuar clamando por Justiça. Juntos somos melhores.

29 de jul. de 2011

Pesquisa do IBOPE revela que a maioria dos Brasileiros é contra a união entre Gays

(fonte: IBOPE)
Pesquisa do IBOPE Inteligência revela que 55% dos brasileiros são contra a união estável para casais do mesmo sexo

A decisão do Supremo Tribunal Federal em autorizar a união estável para casais do mesmo sexo não conta com o respaldo da maioria da população brasileira, embora a questão ainda divida muito a sociedade, conforme revela estudo inédito do IBOPE Inteligência, cuja motivação foi a de contribuir com o debate público. Segundo pesquisa nacional realizada entre os dias 14 e 18 de julho, 55% dos brasileiros são contrários à decisão e 45% são favoráveis.

De maneira geral, a pesquisa identifica que as pessoas menos incomodadas com o tema estão mais presentes entre as mulheres, os mais jovens, os mais escolarizados e as classes mais altas. Regionalmente, Norte/Centro-Oeste e Nordeste se destacam como as áreas do País com mais resistência às questões que envolvem o assunto.

“Os dados apresentados pela pesquisa mostram que, de uma maneira geral, o brasileiro não tem restrições em lidar com homossexuais no seu dia a dia, tais como profissionais ou amigos que se assumam homossexuais, mas ainda se mostra resistente a medidas que possam denotar algum tipo de apoio da sociedade a essa questão, como o caso da institucionalização da união estável ou o direto à adoção de crianças”, analisa Laure Castelnau, diretora executiva de marketing e novos negócios do IBOPE Inteligência.

Sobre a decisão do STF, 63% dos homens são contra, enquanto apenas 48% das mulheres são da mesma opinião. Entre os jovens de 16 a 24 anos, 60% são favoráveis. Já os maiores de 50 anos são majoritariamente contrários (73%).  Entre as pessoas com formação até a quarta série do fundamental, 68% são contrários. Na parcela da população com nível superior, apenas 40% não são favoráveis à medida. Territorialmente, as regiões Nordeste e Norte/Centro-Oeste dividem a mesma opinião: 60% são contra. No Sul, 54% das pessoas são contra e, no Sudeste, o índice cai para 51%.

Adoção de crianças

Quanto ao questionamento sobre a aprovação à adoção de crianças por casais do mesmo sexo, os resultados seguem a mesma tendência: 55% dos brasileiros se declaram contrários. Entre os homens, o indicador é mais alto, com 62% de contrários, da mesma forma que também é entre as pessoas maiores de 50 anos, onde 70% rejeitam a ideia. A tendência também se confirma entre os brasileiros com escolaridade até a quarta série, cuja contrariedade é declarada por 67% destes. Em termos regionais, os que se declaram contrários são 60% no Nordeste, 57% no Norte/Centro-Oeste, 55% no Sul e 52% no Sudeste.

Amigos gays

Em relação à possibilidade de um(a) amigo(a) revelar ser homossexual, a pesquisa identificou que a rejeição da população é sensivelmente menor do que a apresentada nos dois questionamentos acima. Para a grande maioria de 73% dos brasileiros, essa hipótese não os afastariam em nada das suas amizades. Outros 24% disseram que afastariam muito ou pouco e 2% não souberam responder. Embora com menor intensidade, o mesmo padrão de opinião nas respostas anteriores se repete no comparativo por faixa etária, nível de escolaridade, sexo e região do País.

Para as mulheres, 80% não se afastariam. Da mesma forma, 81% dos jovens de 16 a 24 não se afastariam e 85% das pessoas com nível superior de escolaridade também defendem que não haveria mudança na amizade. Em termos regionais, 79% das pessoas do Sudeste dizem que não se afastariam, enquanto estes são 72% no Norte/Centro-Oeste, 70% no Sul e 66% no Nordeste.

Médicos, policiais e professores

A pesquisa ouviu a população em relação à sua aceitação de homossexuais trabalharem como médicos no serviço público, policiais ou professores de ensino fundamental. Apenas 14% se disseram total ou parcialmente contra trabalharem como médicos, 24% como policiais e 22% como professores homossexuais. A parcela dos brasileiros que são parcial ou totalmente favoráveis é de 84% para o caso de médicos, 74% para policiais e 76% para professores.

Religião

No tocante às diferenças de opiniões observadas de acordo com a religião declarada pelos entrevistados, é possível identificar que há maior tolerância nas pessoas cuja religião foi classificada na categoria “outras religiões”, onde 60% são favoráveis à decisão do STF. Dentre os católicos e ateus há total divisão, com 50% e 51% de aprovação à união estável de pessoas do mesmo sexo, respectivamente. A população de protestantes e evangélicos é a que se manifesta mais resistente, onde apenas 23% se dizem favoráveis à iniciativa do STF.
Sobre a pesquisa
A pesquisa do IBOPE Inteligência é representativa da população brasileira e realizou 2.002 entrevistas domiciliares em 142 municípios do território nacional, ouvindo toda a população de 16 anos ou mais. A margem de erro amostral é de dois pontos percentuais, com 95% de intervalo de confiança.